emissão de fuligem - na imagem tem 3 chaminés de indústria saindo fumaça

4 motivos da excessiva emissão de fuligem na chaminé de caldeiras

A caldeira é um equipamento cuja função é gerar energia para diversas necessidades. Para isso, é necessário a queima de diferentes tipos de combustíveis, tais como óleo, gás, biomassa, dentre outros. 

A fuligem, também chamada de fumaça preta, é gerada através da queima incompleta do combustível, essencialmente a biomassa. Porém, a excessiva emissão pode ser um importante indicativo de problemas.

Por isso, te convidamos a conhecer os 4 principais motivos da excessiva emissão de fuligem que saem pela chaminé de caldeiras, além das soluções recomendadas.

 

1. Processo de combustão desajustado

As caldeiras que apresentam problemas de combustão ou combustão desajustada certamente irão liberar excessivo volume de fuligem pela chaminé. 

Caldeiras desajustadas tem por característica arrastar muito combustível não queimado, por consequência, isso pode sobrecarregar o sistema de filtragem desse gerador de vapor.

Como solução, há a exigência de realizar uma correta regulagem do processo de combustão da caldeira. Vale lembrar, como já citado aqui no blog da COONTROL, que o controle de entrada de ar no processo de combustão é imprescindível.

O excesso de ar representa a quantidade de ar necessária para que haja a queima total do combustível pela caldeira. Quando em deficiência, tem-se como consequência a queima incompleta, que faz com que não haja a total liberação de energia nele contida. 

 

2. Problemas no combustível adotado na caldeira

Um segundo ponto que resulta em excessiva emissão de fuligem pela chaminé de caldeiras está relacionado aos combustíveis utilizados e os problemas que eles podem causar.

Combustíveis com granulometria muito fina ou com alta presença de finos são um problema. Combustíveis com umidade muito diferente da umidade normal que ele costuma ter também não é recomendado, a menos que se tenha instalado um SMB-300.

Ambas as ocasiões podem resultar em arrasto de material combustível não queimado que por consequência também podem sobrecarregar o sistema de filtragem.

Aqui ale citar um exemplo relacionado à umidade do combustível: determinada empresa queima cavaco de pinus com serragem muito úmida. Neste caso, o cavaco tem umidade relativamente baixa (40 – 50%) e a serragem tem umidade muito alta (em torno de 60%), ou seja, as umidades são diferentes e descompassadas do padrão destes combustíveis.

Com essa grande diferença, há excessivo arrasto de partículas não queimadas, sobrecarregando o sistema de filtragem e elevando a emissão de fuligem pela chaminé.

Como solução para este problema, cabe à empresa ponderar alguns cuidados na hora de escolher a biomassa que se enquadre às necessidades e que tenha a qualidade desejada, como já discutimos neste conteúdo.

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3. Problemas de vedação do sistema de filtragem da caldeira

Como vimos nos dois problemas anteriores, as falhas da caldeira vão decair sobre o sistema de filtragem, resultando em excessiva liberação de fuligem pela chaminé. Exatamente por isso, nosso terceiro fator problemático está relacionado às falhas no sistema de filtragem da caldeira.

Neste caso, os problemas costumam ocorrer em alguns pontos específicos, como filtros de manga, filtro eletrostático e filtro multiciclone.

Nestes sistemas de filtragem pode haver problemas de vedação da válvula rotativa, principalmente com o excesso de folga. Com isso, há aumento da entrada de ar falso, carregando e arrastando as partículas de cinzas diretamente para a chaminé.

Como solução para essa falha, há a necessidade de recorrente monitoramento e manutenção dos componentes da caldeira, principalmente os sistemas de filtragem.

Mais de 70% das caldeiras que damos assessoria tem algum tipo de problema nestes sentidos.

 

4. Problemas de idealização do projeto da fornalha

Por fim, o último motivo da excessiva liberação de fuligem pelas chaminés relaciona-se aos projetos das fornalhas acopladas às caldeiras.

Fornalhas muito pequenas (pouco volume) apresentam maior velocidade na geração de gases, que contribuem com o arrasto do combustível não queimado, ou seja, o tempo dos gases do combustível suspensos é muito pequeno, não havendo tempo suficiente para a queima completa. Isso aumenta a probabilidade de emissão de particulado na chaminé.

Como solução, há a necessidade de realização de adequações mecânicas (quando possíveis) na chaminé. Como exemplo vale citar a instalação de tijolos refratários ou até o aumento de volume da fornalha, que é inviável pelos custos elevados.

Por isso, neste caso a medida mais recomendada é a realização de uma equalização técnica muito bem apurada no momento da compra da caldeira.

 

Para saber mais sobre a busca pela máxima eficiência energética de caldeiras, conheça o blog da COONTROL e aprenda muito mais. 

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